O Impacto das Novas Tecnologias nas Crianças e Jovens

No dia 1 de fevereiro, a HBG promoveu a primeira sessão do ano letivo dirigida a Encarregados de Educação, Pais, Alunos e Professores das turmas 1, 2, 4, 7, 8, 9 e 10 do 5.º ano e das turmas 9, 11 e 12 do 6.º ano, no âmbito do Projeto de Formação Parental «Juntos para Aprender», coordenado pelas professoras Catarina Trigo, Helena Galvão e Nélia Faria.

A sessão decorreu na Plataforma Teams e a temática abordada, “O Impacto das Novas Tecnologias nas Crianças e Jovens”, foi dinamizada pelo Dr. Nelson Carvalho, Psicólogo Clínico e Diretor da UCAD – Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências.

Conscientes de que vivemos rodeados de tecnologia, e que a Região Autónoma da Madeira é a zona do país com mais problemáticas no uso excessivo da internet, urge alertar os responsáveis pela educação e comunidade educativa para alguns pormenores dos quais nem sempre nos apercebemos num mundo em que a tecnologia impera no nosso quotidiano.

Assim, e numa perspetiva de “Aprendizagem ao Longo da Vida”, o nosso convidado alertou para os problemas atuais da utilização dos meios tecnológicos, focando  algumas consequências, resultantes do uso pouco equilibrado das novas tecnologias, tais como: ataques de raiva, obesidade, peso excessivo, problemas nas articulações e coluna, depressão, abandono escolar, tensão entre o casal, perturbações do sono e concentração, alterações no cérebro, ciberbullying, baixa autoestima/motivação escolar, ansiedade, entre outros.

Segundo este profissional, a internet é uma “dependência sem substância” e as consequências atrás enumeradas vão desencadear mais problemáticas, no futuro, do que o uso das drogas.

Focou-se também o facto de a sobrecarga dos estímulos diminuir a capacidade de concentração e ameaçar a criatividade e o raciocínio abstrato dos nossos jovens.

Deste modo,  o uso equilibrado do telemóvel, o tempo e os conteúdos pesquisados necessitam de uma supervisão parental. Por outras palavras, é fundamental  “Educar para a responsabilização e autorregulação”, devido aos riscos dos jogos online e proporcionar outras diversões que fomentem a ocupação lúdica através de, por exemplo, jogos tradicionais, de memória, tabuleiro, puzzles, pinturas, desporto e outros que desenvolvam a motricidade fina.

Resta-nos apelar para que não deixemos estas tecnologias afetarem a nossa saúde física e mental, bem como os comportamentos de uma vida saudável e o equilíbrio familiar.

A tarefa persistente de educar depende da tónica que cada um de nós nela colocar.

A equipa responsável,

Catarina Trigo, Helena Galvão e Nélia Faria


Partilhar no seu Facebook

Deixe um comentário

X
X
Horácio Bento de Gouveia
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.